Subsídios para a História do Espiritismo no Brasil

Em Peirópolis (MG), Terra dos Dinossauros, muitas maravilhas estavam reservadas para engrandecer este "cantinho" do céu, no triângulo mineiro.
Conhecida pelos fósseis que desde 1940 são retirados da região e, também, por localizar-se lá, talvez o mais importante museu pré-histórico da América do Sul, Peirópolis imortalizou-se acima de tudo pela presença de intensa atividade espírita desde o começo do século passado, continuando com as atividades de cura através da Fitoterapia do Lar desenvolvida pelo médium espírita Langerton Neves da Cunha.
Peirópolis localiza-se a 21 km de Uberaba na BR 262, rumo a Araxá.
O nome da Vila é uma homenagem ao inesquecível trabalhador espírita e empresário Espanhol Frederico Peiró, que ali se estabeleceu em 1896 como administrador de uma fábrica de cal (1) e com empenho e esforços próprios tornou-se próspero empresário, conseguindo inúmeros recursos e apoio da prefeitura de Uberaba para a vila nascente onde moravam seus funcionários que chegaram a um total de 150 no auge da produção. Neste local, entre a paz e a harmonia de um ambiente iluminado pela fé, foi escrita uma bela história de amor e caridade, mas, sobretudo de respeito à memória do benfeitor espiritual que dá o nome à Instituição: Eurípedes Barsanulfo.
A Infância e o Despertar da Mediunidade
Filho de Paulino Domingos da Cunha e de Dna Neves Maria dos Santos, Langerton nasceu em Jubaí, antiga comarca de Conquista, hoje cidade, no dia 8 de Janeiro de 1929.
Nascido em berço espírita, com laços consangüíneos e espirituais ligados à família do iluminado médium Sacramentano Eurípedes Barsanulfo, manteve desde a sua infância um contato direto com as entidades espirituais.
Contou-nos que quando ele nasceu seus pais preocupados com seu futuro e já de certa forma antevendo a expressiva missão que teria, consultaram o tio sinhô Mariano da Cunha, também possuidor de elevada mediunidade e grande tarefeiro espírita, sobre qual nome deveriam colocar na criança... O médium concentrou-se e pela psicografia o espírito do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes escreveu: “O menino deve chamar-se Langerton.”
O jovem Langerton passou os primeiros anos de sua infância sentindo sempre a presença dos espíritos, sem nunca se assustar, encarando com naturalidade* esses fenômenos. Mas foi aos sete anos de idade na beira de um córrego, nas proximidades do município de Veríssimo (MG) que o espírito de Eurípedes Barsanulfo apareceu-lhe orientando-lhe com uma bela mensagem e estabelecendo com ele um vínculo espiritual preparando-lhe o futuro onde realizaria a obra que ficou em nossos corações.
Os anos passaram e o jovem médium já desenvolvia expressiva atividade assistencial para as famílias carentes da região, fazendo o Evangelho no lar e entregando mantimentos, além das atividades profissionais que iniciou nas escavações paleontológicas como ajudante.
Encontro com Chico Xavier
Por volta de 1959 sofria certa perturbação devido à ação espiritual e, procurando o inolvidável médium Uberabense Sr. Francisco Cândido Xavier, que não fazia muito havia se mudado para esta cidade, recebeu de Emmanuel uma bela mensagem orientando-lhe a fundar o culto cristão no lar. Ainda o médium Chico Xavier orienta seus estudos espíritas e admite-lhe como trabalhador do Grupo Espírita da prece. A partir daí o ramo tornou-se uma árvore frondosa espalhando seus galhos e abrigando a todos os aflitos...
Contou-nos que nesta ocasião o Chico lhe chamou para trabalhar no Grupo Espírita da Prece, trouxe-lhe o livro de presença dos trabalhadores para ele assinar e assegura-lhe que a disciplina e pontualidade era a grande exigência para trabalhar com os benfeitores espirituais e que, se por um acaso ele se atrasasse ou faltasse algum dia de atividade seu nome seria apagado daquele livro...
O Chico entregou-lhe as chaves da instituição incumbindo-lhe da organização e limpeza da casa. Langerton saia a cavalo cinco horas antes da reunião do Chico todo o Sábado para chegar a tempo de arrumar as cadeiras, varrer o pátio e organizar o material para a psicografia. Era o primeiro a chegar e o último a sair, geralmente no outro dia quando o atendimento do Chico terminava.
O Chico que conhecia bem os dotes espirituais e mediúnicos do Langerton, como a vidência e a audiência, encarregou-o de guardar a porta de entrada da sala de psicografia do Grupo Espírita da Prece, sempre pressionada por uma multidão de visitantes. Para dentro da sala só entrava alguém com a permissão do senhor Langerton que se tornou um amigo da mais alta confiança do Chico.
A fidelidade ao mandato durou mais de 30 anos quando o Chico, em 1985, autorizou Langerton a se desligar das responsabilidades do grupo espírita, pois o movimento em Peirópolis tomava vulto e exigia muito a sua presença.
A disciplina e a dedicação de Langerton tornaram-o um grande amigo do médium mineiro, sendo que durante muitos anos o Chico participou das atividades espíritas em Peirópolis psicografando vários livros e mensagens espirituais nas reuniões de sexta-feira do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo.
Fundação e Construção do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo
Com a assistência direta do seu mentor espiritual Emílio Luz, e orientação de Eurípedes, Langerton funda em outubro de 1961 o Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo e a Farmácia Frederico Peiró (gratuito).
Sobre a construção do Centro espírita contou-nos ele que começou sozinho, sem entender de construção civil, cavando inicialmente uma vala onde faria o assentamento das bases do centro espírita.
Terminada a escavação, e não sabendo mais o que fazer com todo o material na obra sentou-se a chorar, pois ameaçava uma chuva muito forte... neste momento aparece-lhe um homem que o ajuda a construir todo o alicerce do prédio, isso por vários dias...
Sem saber de onde veio o ajudante, o “Vô”, como carinhosamente todos seus alunos lhe chamavam, nos disse que este “homem” chegava cedo, não almoçava e só partia quando o sol declinava. Não falava muito e só tinha olhos para o trabalho. Quando terminou o centro foi informado pelos seus benfeitores que se tratava de uma entidade espiritual que se materializava para ajudá-lo na obra...
Afiançaram-lhe que quando se tem fé em Deus tudo é possível, como nos contos evangélicos.
Muitas são as histórias, verdadeiras, lindos casos, que reservaremos todos para num futuro relembramos em um livro para gravar para sempre a memória do inesquecível professor.
A obra estendeu-se ao longo dos anos com a inauguração do internato Espírita Nosso Lar, O Lar dos Apóstolos e o Albergue Dr. Adolfo Bezerra de Menezes e Emílio Luz.
Quando o médium Chico Xavier vinha trabalhar em Peirópolis ficava hospedado no quarto número três do albergue, onde em cima de um fogão à lenha, improvisava uma escrivaninha para psicografar seus livros...
Em Peirópolis a Fundação Eurípedes Barsanulfo era constituída de vários Departamentos, a saber:
- Farmácia de Homeopatia Frederico Peiró
- Internato Espírita Nosso Lar
- Lar dos Apóstolos
- Centro espírita Eurípedes Barsanulfo
- Escola de Fitoterapia
- Laboratório Langerton
- Albergue Noturno Dr. Adolfo Bezerra de Menezes
O Sr. Langerton em frente ao Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo com sua Esposa Dna Ana.
A Fitoterapia do Lar
Uma das atividades do Centro Espírita que o Sr. Langerton dirigia era a prescrição de fitoterápicos sob orientação espiritual, além da manipulação dos próprios remédios no momento da consulta. As pessoas saiam da consulta com os remédios à base de ervas medicinais na mão, gratuitamente.
Langerton já trouxe de berço grande bagagem dos conhecimentos sobre ervas medicinais ensinada de geração para geração, e também, como o próprio médium declarou, trouxe consigo nesta encarnação toda a bagagem latente dos conhecimentos adquiridos nas encarnações anteriores que teve como médico.
Mas foram os espíritos, sobretudo seu mentor espiritual Emílio Luz, quem lhe aprofundou o conhecimento nesta ciência sob a promessa de que “de graça recebendo, de graça deveria distribuir”, o que foi obedecido até o último dia de sua vida e continua sendo nos trabalhos continuados pelos seus alunos o grupo “Caravana do Arco-iris”, como o próprio médium designou.
No congresso internacional de medicina alternativa realizado em Uberaba em 1990, um grupo de Médicos especialistas em fitoterapia da África, declarou o médium como Babaolachim das Plantas, isto é a maior autoridade (O mestre da fitoterapia) em fitoterapia e registraram o trabalho como sendo A Homeopatia do Lar no campo da Fitoterapia, ficando assim designado o nome da atividade espírita.
Não poderíamos deixar de mencionar que muitas entidades espirituais também assistiam o médium e dentre elas o inolvidável patrono espiritual Dr. Adolfo Bezerra de Menezes que podemos dizer é como um coordenador das atividades de cura em nossa pátria. Várias vezes o Espírito de Bezerra de Menezes dita-lhe psicograficamente mensagens orientativas e consoladoras ao longo de sua vida.
Bezerra de Menezes que juntamente com Eurípedes Barsanulfo escreveram a história do começo do espiritismo no Brasil, no final do século XIX, começo do século XX com muitos atos de amor, renúncia e abnegação.
É do Espírito de Bezerra de Menezes esta linda mensagem psicografada no início das atividades de estudos das plantas medicinais com seu grupo de alunos dos quais fazemos parte.
Mensagem Espiritual
A Medicina Vegetal
Meus amigos e queridos companheiros, que a paz do senhor seja reinada entre todos.
Meus amigos, nestes instantes, embalado por este grande amor, venho em
nome do senhor vos trazer a mensagem de ânimo, de amor e de coragem; vos dizer que a homeopatia com a fitoterapia
é a medicação ideal para todas as pessoas que desejam obter as suas curas, por isso são medicações acompanhadas de
uma doutrinação como já vos disse o espírito de verdade nesta noite de hoje.
Feliz mesmo das pessoas que procuram se cristianizar através do
espiritismo, porque as próprias plantas contêm o seu sabor e as suas enzimas curativas, os verdadeiros alcalóides
do amor; observamos os sabores vitamínicos das plantas que quanto bem faz para o organismo humano, e as reformas
que auxilia com as suas curas para o perispírito das criaturas humanas.
Meus amigos, fui um médico que procurei cuidar das enfermidades nervosas
das criaturas e tantas outras, mas em todos os meus trabalhos não deixava de dar uma orientação espiritual para cada
paciente, portanto, hoje vim ampliar meus conhecimentos de que as doenças nervosas e tantas outras enfermidades
cármicas, a medicina terá maiores recursos somente quando ligar o tratamento do corpo e o tratamento do espírito
ou da alma.
Meus amigos, que todos amem muito os vossos cargos e, sabeis que a
fitoterapia será a homeopatia do futuro, que irá abranger todos os estudos científicos do mundo, porque é somente
nas plantas que a ciência virá a encontrar os melhores recursos para os tratamentos humanos.
Meus amigos, sabeis manter e guardar as orientações que todos vem
pegando com o nosso médium Langerton, que tem sido orientado sempre pelos espíritos superiores, que estão
sempre ao lado dele, o nosso grande Emílio Luz, Eurípedes Barsanulfo, sejais sempre firmes no propósito de servir
ao bem.
Meus amigos, que Deus abençoe a todos.
Paz.
O amigo Dr. Adolfo Bezerra de Menezes.
(Mensagem psicografada pelo médium Langerton Neves da Cunha, em reunião pública na noite de
11/02/1994 no Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo – Peirópolis / MG)
A Profissão e a Família
Langerton trabalhou em Peirópolis 42 anos como funcionário do Ministério das minas e energias nas escavações de fósseis desde quando chegou lá no ano de 1945.
Sua vinda para Peirópolis - antiga região das Paineiras (estação Ferroviária, hoje museu paleontológico), foi a providência divina para continuar os trabalhos iniciados em 22/05/1908 por Frederico Peiró quando foi fundado o Centro espírita Perdão, Amor e Caridade do qual seu Pai, Sr. Paulino Domingos da Cunha fazia parte da Diretoria.
Da extração dos fósseis dependia sua estada na região. Certa vez sob a ação dos espíritos obsessores que trabalhavam pela extinção do trabalho espírita em Peirópolis assediaram o Chefe de Langerton que declarou extinto os fósseis o que o obrigaria a mudar para Niterói no Rio de Janeiro. Neste momento, chorando sentado sobre uma pedra, preocupado com a continuidade das atividades espíritas caso tivesse de partir sente a presença de Eurípedes Barsanulfo que lhe indica um local onde deveria cavar na serra das Paineiras.
Após alguns minutos retira uma escama de Peixe com mais de 85.000.000 anos! Daí para frente, nunca mais faltou fósseis e sua estada ficou amparada pelos espíritos.
Por volta do ano de 1970, também teve seu emprego novamente ameaçado por um exame que todos os funcionários públicos deveriam realizar para comprovar as especialidades em suas funções. Outro problema, pois Langerton só tinha o quarto ano primário.
Comparecendo em Belo Horizonte para o exame onde havia mais de cem candidatos a vaga, orava a Deus que tivesse misericórdia para mais uma vez continuar trabalhando em Peirópolis. Foi Então que se apresentaram espiritualmente para ele Eurípedes Barsanulfo e Emílio Luz afiançando-lhe que tudo daria certo. Passou em primeiro Lugar e teve ainda a matéria escrita como redação publicada em diversos países como algo “sui generis”!
Atualmente uma nova espécie pré-histórica de tartaruga (quelônio) foi encontrada em Peirópolis e recebeu o nome de Cambaremis Langertoni, homenagem póstuma ao Médium pelo inestimável serviço prestado em nome da ciência.
Sob as bênçãos do trabalho espiritual e profissional Langerton casou-se com Dna Ana Santos Cunha e deste consórcio nasceram duas filhas Sra. Emília e Sra. Paula.
Também o querido médium educou outros vinte filhos que adotou durante sua vida missionária. Valorizava muito a vida familiar, a educação dos filhos e o combate ao vício. Em inúmeras oportunidades orientava quanto aos perigos do tabagismo, como um pai fala de algo perigoso para seus filhos, sem discriminação, mas com muito amor. Em seu livro: Ministério da Família, que escreveu sob a inspiração dos espíritos, fala do importante alicerce em nossa vida que é a família.
Com a ajuda dos espíritos acumulou em toda a sua carreira profissional vinte e dois diplomas de graduação e reconhecimento do governo por excelentes serviços prestados, mas que em sua humildade reverteu todas as honras aos espíritos que, como dizia, eram os verdadeiros responsáveis por tudo o que tinha.
Hoje suas filhas, Paula e Emília juntamente com a sua esposa Dona Ana, dão continuidade as reuniões do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo e da Farmácia Frederico Peiró, mantendo viva a memória do Senhor Langerton em Peirópolis.
As Atividades de Desobsessão e o Internato Espírita Nosso Lar
Era muito comum os pais levarem seus filhos sob o domínio de vícios e várias perturbações espirituais para se recuperarem em Peirópolis. Alguns desses pacientes após recuperar-se se tornaram dedicados auxiliares nas atividades de Peirópolis.
Langerton combinava a Fitoterapia com o amor e a disciplina educativa para libertar as pessoas dos vícios e das obsessões além, é claro, de toda a assistência espiritual.
A farmácia de Homeopatia e Fitoterapia Frederico Peiró era uma sala pequena, mas nela continha-se o mais precioso tesouro que a terra pode oferecer ao homem: a cura para todas as suas moléstias!
Tanto Eurípedes Barsanulfo como seu mentor espiritual Emílio Luz, cuidaram de seu aprendizado e do conhecimento para formulação de pomadas, loções e remédios. A matéria-prima vinha farta do cerrado mineiro.
Uma de suas fórmulas específica para tratamento de certa doença de pele contou-nos ele que a recebeu espiritualmente durante quatro anos!
Fiel aos ensinamentos durante toda a sua jornada sempre foi assediado para revelar as fórmulas e sempre dizia que não tinha autorização para transformar algo sagrado num mercado, quando insistiam ele dizia que só daria com a assinatura dos verdadeiros autores que eram os espíritos dirigentes das atividades mediúnicas.
Lembramos muito disso o dia em que assinamos nosso nome no livro de ingresso ao grupo de alunos que se formava. Tínhamos de escrever com o próprio punho: “Eu, me responsabilizo perante Jesus e a Espiritualidade Superior que não serei um vendilhão do templo!”.
Tudo era amor e fé! As pessoas chegavam desconsoladas, tristes, muitas desenganadas e saiam com as esperanças renovadas, felizes. Para todos tinha a palavra que só Deus tem poder sobre nossas vidas e a Ele devemos confiar nossos destinos. Deus, que é todo amor e bondade tem muitos recursos...
Muitas curas “milagrosas” foram operadas com os fitoterápicos, sobretudo pelo seu amor, fé e dedicação. A farmácia tinha dias e horário para funcionar, mas ele sempre dizia que independente da hora que fosse, quem batesse na porta seria atendido. E quando fomos convidados a iniciar os estudos nosso querido professor foi bem claro, parafraseando Dr. Adolfo Bezerra de Menezes: - Estás disposto a muitas vezes adiar férias, a sacrificar festas, passeios e bens pelo trabalho da caridade? Estás disposto a não ter horário para dormir e levantar se for preciso às duas horas da madrugada para atender alguém e não reclamar se as pessoas te pararem para pedir remédios? Estás disposto a enfrentar a indiferença das pessoas e até a perseguição por abraçar uma causa em nome do Cristo? Se a resposta for sim, então esteja aqui no dia tal para iniciar os estudos.
Também dizia a muitos candidatos a alunos que não era ele quem escolhia e sim os espíritos, que era necessário esperar o tempo dizer...
Pintura mediúnica Retrato do mentor espiritual Emílio Luz
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Aqui, o médium Langerton receitando os fitoterápicos
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O Amor e o Respeito à Natureza
No mato tivemos as maiores lições de nossas vidas, entre elas a maior de todas: “a de amar e respeitar a natureza, e admirar ainda mais sua perfeição como obra de Deus e sua misericórdia para com toda a humanidade”.
Era incansável nas atividades de colheita de ervas medicinais mesmo ainda aos setenta anos. Tinha uma força que era originária de sua grandeza espiritual onde a fé e o respeito aos ensinamentos dos espíritos, bem como das recomendações que lhe garantiam sempre toda a sustentação em qualquer empreitada.
Ensinava-nos a preservar a natureza não devastando como muitos laboratórios comerciais faziam em suas práticas de colheitas.
Antes de colher uma planta, tirarmos um pedaço de casca, nos ensinava a conversar com a planta, para primeiro magnetizá-la com amor e assim o remédio conservaria sua força vital, pois nos dizia que as plantas assim como os seres vivos eram sensíveis as vibrações daqueles que se aproximavam... Víamos ele conversar com as plantas: - “Olha minha irmã, você desculpe tirarmos um pedaço seu, mas a causa é boa, você vai ajudar a curar muita gente... você vai fazer muita gente feliz...” Emocionando à todos com seu carinho, amor e respeito a mãe natureza...
Certa vez, muito entusiasmado com as primeiras aulas, ele me pediu para tirar um pedaço de uma árvore que havia acabado de ser derrubada por um raio... Então peguei um galho enorme...
Chegando ao Local para preparação, vi que o galho era muito grande e a madeira muito dura, falei que iria demorar muito tempo a preparação... Ele me olhou e disse: - Não se deixa planta colhida para trás, você vai ter de preparar toda a planta e da próxima vez pegue exclusivamente o necessário!
Os espíritos também ajudavam muito em suas atividades de colheita de plantas medicinais. Certa vez saímos eu, o Vô e um grande amigo e também aluno o Sr. Antonio Dias dos Reis, para procurar com ele uma árvore frondosa que fornecia uma semente, a qual utilizávamos na preparação de remédios e o grupo estava precisando. Andamos de carro alguns kilômetros nas redondezas de Peirópolis e entramos no mato. Caminhamos por alguns minutos e nada de encontrar a árvore. Ele se distanciou um pouco, vimos que orava, de repente ele subiu em um morro e nos chamou dizendo: Estão vendo no alto daquela colina (era impossível ver porque a distância eram dez quilômetros) e ele continuava - pois os espíritos estão me mostrando como se a planta estivesse à um metro de distância! Está no meio de duas palmeiras, podemos ir. Ao chegarmos no local a descrição era exatamente como ele havia feito!!
Numa outra oportunidade retornávamos de Brasília, onde várias vezes realizamos nossos estágios, quando um dos alunos comentou no carro com seus companheiros, que estava voltando sem uma planta que precisava em sua Botica... A viagem quase chegava ao final e a lição estava para chegar, também.
De repente com o carro andando na velocidade de 100 Km/h e sem ter escutado o comentário do aluno, já que estava em outro carro, ele pede para que eu encostasse o carro, o que todos fizeram também, na beira da estrada. Entramos no mato, caminhamos mais de duzentos metros pra dentro e ele disse ao aluno: - Aqui está a planta que você precisava! Os nossos benfeitores jamais nos deixarão sem os nossos recursos!
No Cerrado de Minas: Antônio, Langerton e Geraldo
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As aulas inesquecíveis no monte Alverne (Brasília-DF) (Da esquerda para a direita: Langerton e Ariston Santana Teles)
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As Longas Viagens
Durante muitos anos visitou regularmente o nordeste numa viagem que era feita todo o mês de Julho, portanto durante trinta dias.
Levava num caminhão, além dos medicamentos, muito mantimento e roupas onde distribuía por onde passava. Tornou-se muito querido e esperado todos os anos. “O amor sabe encontrar a necessidade” dizia para nós sempre.
Muitos foram os companheiros que lhe acompanharam nessas jornadas como o amigo Bitencourt, Sr. Vilmond e também o irmão Marco Antônio Goulart que registrou parte destas histórias no Livro “As Longas Viagens”, mostrando as estatísticas dos atendimentos nas viagens, as distâncias percorridas e fotos dos lugares por onde passavam.
E eram longas mesmo, pois alem dos trinta dias era percorrido uma média de dez mil quilômetros entre a ida e a volta. Passavam pela Bahia, Terezina, Pará, Fortaleza e muitas outras cidades.
Certa vez, contou-nos nosso companheiro de lide espírita Zildo Garcia, que acompanhava o grupo em uma de suas últimas viagens, que após um dia inteiro “rodando” dentro do carro, parando várias vezes para colher plantas, após percorrerem mais de 1500 Kilômetros chegaram a Taparica (Ba) as 23 horas, o grupo estava cansado e exausto, o Vô tinha setenta anos de idade. Ao descerem, alguns alunos perguntaram aos anfitriões pelos quartos para descansar, e o Vô interviu dizendo para preparar a farmácia, pois haviam pessoas esperando pelo remédio desde cedo! O atendimento terminou às duas horas da manhã com mais de trezentas pessoas atendidas.
Hoje estas “longas viagens” ao Nordeste continuam sendo realizadas todo o mês de Julho, como era de costume organizada pelo companheiro Emerson Palhares e grande grupo de alunos, mantendo viva e já produzindo frutos a semente que o Vô plantou naquelas terras, pois muitas casas espíritas e Boticas foram inauguradas sob as bênçãos do trabalho do Langerton.
O Contato com São Paulo
O nosso querido Vô, viajava com muita freqüência à cidade de São Paulo.
Dizia que tinha uma dívida de gratidão para com esta cidade devido às inúmeras doações de agasalhos, e mantimentos que recebia de lá para a realização do Natal em Peirópolis. O Natal em Peirópolis era uma linda festa que ele realizava todos os anos onde distribuía sopa, brinquedos, roupas, material de higiene pessoal, remédios durante um dia inteiro!
Durante Muitos anos hospedou-se na residência do Casal Antônio e Marina Reis que dirigiam a Casa Espírita Oscar Tolentino Leal, fundada no próprio terreno da casa. Muitos chás beneficentes foram organizados para arrecadação de fundos, destinados a instituição do Vô, para atender ao “Natal de Peirópolis”.
Outros irmãos uniram-se no ideal de assistência em inúmeras campanhas canalizando vários donativos para aquele “cantinho espírita” como a irmã Laura e a irmã Júlia Mitur e o casal Lourenço e Graciela.
A formação do Grupo de Alunos "Caravana do Arco Íris"
O Vô Langerton nomeou o grupo de alunos que formou ao longo de dez anos, desde 1991 a 2003, de “Caravana do arco-íris”.
O nome veio de uma história ocorrida na infância do médium Chico Xavier.
Ele via os espíritos iluminados pela aura de várias cores, como o Azul, o dourado, o verde e perguntando a sua mãe dona Cidália, sobre o que seriam aqueles irmãos, ela não soube responder. Após alguns dias ele em sua infantilidade disse - Mãe, eu já sei quem são essas pessoas que me visitam com “roupas” muito coloridas e ficam acenando para mim: São os irmãos do Arco-íris ... E o pensamento ficou. Mais tarde ele revelou que encontrou os “irmãos do Arco-íris” nas pessoas de seus melhores amigos que reencarnaram com a tarefa de lhe auxiliar no desenvolvimento de sua sagrada e delicada missão.
Assim entendemos que o nome do grupo de alunos é uma homenagem a plêiade de espíritos que lhe ampararam ao longo dos quarenta anos de atividade mediúnica, o que muito nos honra.
Nosso querido professor dedicou-se a ensinar a ciência da fitoterapia às pessoas que tinham afinidade espiritual com o trabalho e que os benfeitores se encarregavam de colocá-las diante de si. Vários candidatos se aproximaram pedindo a inclusão, mas não conseguiram o intento. Iludidos pela falsa idéia de que se viveria no “limbo” abandonaram seus intentos quando encontravam o enxadão, o Pilão, limpeza de vidros, o barro, o pó, espinho, calos nas mãos e marimbondos que era o cotidiano de quem coletava as plantas no mato. Outros tinham apenas o desejo de conhecer as plantas, mas só conhecer não serve.
Outros se aproximavam com interesse financeiro, ou político e ou social.
O plano espiritual sempre atento soube filtrar os objetivos e orientava-lhe na análise dos interesses e acima de tudo nos planos encarnatórios de cada interessado.
A maioria dos alunos é das grandes cidades e sem muita experiência no campo. No sitio ficávamos hospedados no albergue e no lar dos apóstolos. Esta era uma casa com três quartos, uma cozinha e um banheiro.
Langerton tinha uma expressão muito característica para definir o trabalhador que daria certo para a missão: - Esse vai dar pau pra chaveia! É uma expressão mineira muito conhecida no campo, Chaveia é uma peça de madeira que une os arreios do cavalo a carroça, um tipo de engate que une as duas peças. Essa peça tem de ser de uma madeira de lei, de alta densidade e muito resistente, uma característica natural de quem tem por objetivo trabalhar na colheita, manipulação das ervas medicinais conforme as orientações dos espíritos.
Em 1985 O Vô, sob orientação espiritual, começava a formar um pequeno grupo de Alunos entre eles, nossa Irmã Marina Cavalari D. dos Reis, Osneri Jacobsem e nosso Irmão Rener Cunha. Mas foi no final do ano de 1991 que um grupo maior foi admitido no estudo e as aulas passaram a ser mais regulares, continuando até o dia da sua desencarnação. Iniciamos o nosso preparo para a fitoterapia do lar em janeiro de 1992.
Por essa época o trabalho em Peirópolis já era expressivo e as solicitações de atendimento chegavam de todo o País. Então o Vô teve do plano espiritual a orientação de preparar alunos para multiplicar a semente de modo que fosse distribuído pelo pais o que se constituiria em vários pontos de atendimentos.
As aulas eram ministradas no próprio seio da natureza, aprendendo a respeitá-la em primeiro lugar, depois a ser grato pelos seus benefícios.
As lições eram austeras sob silêncio onde se escutava unicamente a voz do prof. Langerton, muitas vezes mediunizado sob a ação dos benfeitores espirituais (mas só para quem tinha os “olhos de ver”). Não era permitido gravar a aula, a matéria tinha de ser escrita de punho.
Todos tinham de colher e depois preparar as plantas passando pelas etapas de preparação. Todos colhiam para todos e depois era repartido em partes iguais a quantidade de plantas colhidas.
Durante os estágios, geralmente nos grandes feriados do ano como o Carnaval e a semana santa, as atividades iniciavam cedo, às 06h da manhã e muitas vezes só terminavam às 23 horas.
Na preparação das plantas, tudo artesanal, com muito amor e dedicação.
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Muitos dos estágios eram feitos em viagens pelo cerrado de Minas, Goiás e do Planalto Central. Desde 1992 que anualmente fazia-se uma viagem de estudos e trabalho com destino a Brasília onde se situa ainda nos dias de hoje a instituição espírita chamada “Monte Alverne“, que é dirigida e organizada pelo médium Ariston Santana Teles e sua esposa Isa Teles, juntamente com grande grupo de queridos companheiros. Lá recobrávamos as energias de uma viagem de 600 Kilômetros onde parávamos diversas vezes para o estudo no cerrado, pelo caminho.
Outras nos dirigíamos a Goianésia, onde morava seu irmão Jonas, e onde também tivemos inesquecíveis lições e maravilhosas lembranças.
Em Goianésia, um dos primeiros estágios realizados em Junho de 1992, tivemos uma das grandes lições de amor e respeito a natureza. Estávamos em um grupo de 34 pessoas. O Vô atento a todos os movimentos e necessidades, sempre disposto e solícito mas austero em cada passo. Atravessamos um rio com mais de 100mt de largura povoado por piranhas vorazes... O objetivo: o tesouro das ervas medicinais...
Todo o esforço seria pouco. Andamos quilômetros cerrado adentro quando de repente o Vô parou e disse: - vejam, ele com os olhos brilhando, um tesouro igual a esses vocês jamais verão! A região seria devastada dentre alguns dias para formar uma grande plantação! Mais adiante encontramos outra planta, uma verdadeira floresta desta árvore rara, no que ele tristemente falou que em breve tudo estaria queimado e dando lugar a novas plantações. - O homem não sabe ainda o tesouro que tem e quando sabe logo vai pondo preço e estragando tudo!
Trabalhamos o resto do dia impressionados e silenciosos com a lição.
Foto da travessia de um rio em Goianésia (detalhe: a balsa era puxada a mão!)
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Atividade com as plantas na Escola Espírita de Homeopatia e Fitoterapia – Peirópolis
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Em Jacupiranga, onde fixamos o Dpto Espírita Eurípedes Barsanulfo, inaugurado em Abril de 2001, tivemos a felicidade de por várias oportunidades hospedar o querido professor.
Sua visita ao Vale do Ribeira era sempre motivo de muita alegria, assim como em todas as cidades que o recebiam, não só pelas orientações que recebíamos, mas pela sua iluminada presença.
Em 1999 expusemos ao Vô o nosso intento de fundar uma Instituição Espírita nos moldes de atividade de Peirópolis o que foi muito bem recebido por ele.
Preocupado com o espaço, já que o local de atividade seria dentro de nossa própria residência apresentamos o local em uma de suas visitas ao vale do Ribeira e com uma folha de papel e lápis no local, ele fez o “croqui” do Futuro Dpto Espírita Eurípedes Barsanulfo.
Um ano depois a casa estaria sendo inaugurada. Hoje são atendidas cerca de 700 pessoas por mês, da região e de todo o País.
O Encontro Com o Médium Expedito
Sempre que o Vô visitava o Vale do Ribeira encontrava-se com o médium e amigo Expedito Cordeiro Ramos. Conversavam sobre as diretrizes da doutrina espírita, e sobre o futuro da Boa Nova, fortalecendo os laços de amizade e respeito ao trabalho que cada um desempenhava em sua região.
Certa vez o Sr. Expedito foi visitar o Vô no dia da reunião de Sexta-feira em Peirópolis. terminada a reunião o Sr. Expedito falou ao Vô que gostaria de atender uma senhora que estava com um problema na vista. Todos estavam ainda dentro do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo, o Vô autorizou e a “cirurgia” foi feita com um leve toque na vista da irmã, que ficou curada na hora, para a alegria de todos! O respeito e a consideração entre ambos eram grandes.
O Vô sempre foi muito reservado sobre informações da vida espiritual.
Muitas pessoas perguntavam sobre vidas passadas, mentores espirituais, e ele, sempre muito discreto, evitava revelações, embora soubesse bastante, tal como lhe ensinaram os benfeitores espirituais. Um dia perguntei-lhe sobre a mediunidade de cura do nosso irmão Expedito, não por curiosidade, mas com o intuito de aprender, pois as notícias das curas através das cirurgias espirituais que nosso irmão realizava na região eram espantosas e impressionantes. Foi então que o Vô me surpreendeu com uma revelação que ficou gravada para sempre em meu coração: “- Geraldo, em primeiro lugar a mediunidade de cura do Expedito é única nos dias de Hoje e muito rara. Em segundo lugar, o Dr. Bezerra de Menezes lhe auxilia pessoalmente em muitas ocasiões. É uma bênção na região de vocês ter uma pessoa com essas qualidades mediúnicas.“ E silenciou...
Confiantes pelo aval do professor ficamos muito felizes pelas notícias, pois já admirávamos intimamente a fé e a dedicação do nosso companheiro de lides espíritas e agradecemos à Deus pela luz que brilhava em nossas vidas. As atividades sob a coordenação dos grandes companheiros espirituais Eurípedes Barsanulfo e Bezerra de Menezes estavam unidas. A bondade de Deus fez-nos grandes amigos e hoje, com a partida do Vô para o plano espiritual, podemos dizer que as atividades se complementam num mesmo padrão de Fé e Amor.
Atualmente o médium Expedito através do espírito Dr. Adolfo Bezerra de Menezes e Dr. Fritz atende cerca de 3200 pessoas toda a semana em Registro (SP).
Voltamos aos nossos dois companheiros. No ano 2000, o Médium Expedito caiu enfermo e é levado urgentemente a Peirópolis para tratamento, já que os recursos médicos estavam esgotados e os prognósticos eram sombrios. Tratava-se de um acentuado desgaste físico devido à intensidade da sua participação nas atividades mediúnicas. Internado pelo Vô em Peirópolis, durante uma semana recebe o tratamento fitoterápico e espiritual. Recuperado, o irmão Expedito fortaleceu ainda mais os laços de amizade com o médium mineiro, principalmente depois do encontro em Registro, quando Langerton, sob intuição espiritual, remodelou o plano de atividades de cura do centro espírita Bezerra de Menezes para garantir a recuperação e manutenção da saúde do médium Expedito. Daí para frente encontravam-se várias vezes ao ano, ora em Registro, ora em Peirópolis.
Um mês antes da desencarnação do Vô ele me pede que avisasse o Expedito para ir a Peirópolis que ele, o Vô, gostaria de vê-lo. Achei estranho o incisivo convite e transmiti o pedido, no que foi prontamente atendido pelo nosso irmão. Chegando em Peirópolis no dia 14 de Março de 2003, na companhia dos inseparáveis amigos Fábio Maeji e Yutaka Maeji recebe, pela psicografia do Vô, uma linda mensagem de Adolfo Bezerra de Menezes, deixando todos felizes, ninguém imaginava que aquele foi um convite para uma despedida...
Mensagem Espiritual
Caros Filhos, estamos sempre com todos.
Yutaka, Expedito e Fábio, estejam atentos porque estamos ao vosso lado
para que a bandeira de Jesus seja levantada naquelas terras também continuem sempre com ânimo, homens humildes e
simples que é assim que Jesus quer que todos os seus trabalhadores sejam, sempre firmes e simples, sem orgulho e
sem vaidades.
Expedito, meu filho, continue o trabalho dentro das orientações obtidas
que estamos sempre com todos.
Meus irmãos, aqui deixo o meu abraço e o meu amor sobre todos.
Muita paz.
O amigo, Dr. Adolfo Bezerra de Menezes.
(Mensagem psicografada pelo médium Langerton Neves da Cunha, em reunião pública dia 14/03/2003 no
Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo – Peirópolis/MG )
O grande benfeitor espiritual sempre esteve presente orientando os passos dos espíritas do Vale do Ribeira.
Numa das visitas de Langerton em Registro, na Casa Espírita União Com Jesus, que é dirigida pelo companheiro Yutaka Maeji, o médium também recebeu uma belíssima página pela psicografia que transcrevemos aqui, para todos.
O TRIUNFO
Meus amigos, Deus quer o triunfo de suas leis, então, somos responsáveis
por este triunfo também. Se dizemos ser Espíritas Cristãos, é preciso que nos responsabilizemos pelos nossos atos
e mandatos da Doutrina do Senhor.
O Espiritismo veio no momento preciso para todos; marchemos pelo lado do
bem e do amor, porque somente a verdade põe o homem em pé.
Meus amigos, que Deus abençoe a todos e a esta casa também, estamos sempre
com todos os de boa e firme vontade.
Marchai e dobrai os vossos espíritos pelo amor e pelo bem de todos.
Que Jesus vos inspire e ampare sempre.
Paz, O amigo de sempre.
Dr. Adolfo Bezerra de Menezes.
Página recebida pelo médium Sr. Langerton Neves da Cunha no dia 10/09/95 na Casa Espírita União
com Jesus (Registro/SP)
Visita de Langerton a Registro (SP), Encontro com o médium Expedito Cordeiro Ramos.
Da esquerda para a Direita, Emerson, Fábio, Fátima,
Ana, Marina, Yutaka, Langerton, Expedito, Jairo
Aqui deixamos, por fim, nossa humilde homenagem àquele que foi mais que um Vô, foi um grande amigo e irmão.
Rumo às Estrelas
No dia 23 de fevereiro de 2003 fomos eu e o companheiro de trabalho espírita Cleber para o Estágio com a Caravana do Arco Íris em Brasília. Encontramo-nos todos em Peirópolis e depois seguimos nossa viagem com o Vô. Ele estava bastante inspirado, como sempre, muito sorridente e disposto...
Essa viagem foi inesquecível por muitas razões. Uma delas foi uma cura que obtive com um simples “bom dia” do Vô. O fato se deu na manhã posterior a nossa chegada em Brasília. Sentia dores de cabeça e uma certa indisposição que nem eu sabia como explicar... Estava pensativo, pois sabia o quanto o dia seria exigente da nossa condição física já que teríamos muito que caminhar.
Estávamos todos reunidos, com exceção do Vô e comentei com meu amigo: Hoje vou precisar de um milagre! Nisso o Vô surge na porta com a mão estendida como se quisesse abraçar à todos dizendo firme: Bom dia pra todos! A dor e o mal estar desapareceu como que por encanto! E ainda sob forte impressão balbuciei: O milagre aconteceu! O dia seguiu e o Pilão não parou um minuto se quer! Aquele “bom dia” nunca mais eu iria esquecer...
Desde quando começamos nossas aulas em 1991 o Vô sempre dizia que uma das últimas coisas que ele iria ensinar seria a Gemoterapia (tratamento com os cristais). Neste último estágio com o Vô praticamente todo o grupo estava reunido: a caravana de Jundiaí, Havaré, São Paulo, Santo André, Jacupiranga, Piracicaba, Uberaba, Uberlândia, São Simão, Redenção entre muitas outras.
Muito nos surpreendemos quando ele chamou o grupo em frente a sua casa (uma pequena cabana construída para ele no Monte Alverne) e anunciou a tão esperada aula de Gemoterapia...
O estágio terminou e voltamos aos nossos lares com todas essas impressões e não escondíamos uma certa preocupação inexplicável... Duas semanas depois recebo uma carta do Vô pedindo para que o Senhor Expedito fosse visitá-lo, que gostaria de conversar com ele. O médium Expedito atende prontamente (como já comentamos). A conversa ficou em segredo.
O dia 4 de abril de 2003 amanheceu trazendo preocupações para a família em Peirópolis, pois o Vô não estava se sentindo muito bem. Vai a Uberaba levado pela sua filha Paula Menezes, para uma consulta com seu médico particular e retorna para dirigir a reunião da noite. Às sete horas em ponto inicia as atividades, sendo concluída com uma bela mensagem ditada pelo espírito Emílio Luz. O Vô recolhe-se aos seus aposentos para as preces da noite e desencarna na paz da oração.
Sábado à tarde já estávamos todos reunidos em Peirópolis, tocados pela emoção da partida, mas confiantes na misericórdia de Deus pelo mestre que partia rumo às estrelas com sua missão cumprida!
"Vô,
Na impossibilidade de em palavras traduzir a minha gratidão por tudo que fizeste por todos nós, pedimos à Deus e aos nossos patronos espirituais que nos inspire sempre para que saibamos honrar a sua memória com o mesmo padrão de amor e fé no desempenho dos nossos encargos na Fitoterapia do Lar."
Com toda minha gratidão,
Geraldo.
Visita de Langerton quando da Inauguração do Dpto Espírita Eurípedes Barsanulfo, em
Jacupiranga (Maio de 2001), situado na Rua Fausto de Camargo, 26 - Bairro Vila Elias.
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